terça-feira, 1 de abril de 2014

Direito da mulher

Abusos no transporte:

A maioria das mulheres que converso já sofreu algum tipo de abuso no transporte público. Não queremos um vagão exclusivo, pois, legitima que temos que continuar escondidas e fugindo de assédios.
Por isso, a luta deve ser pelo direito comum de respeito para transitar livremente e com segurança ONDE, COMO e QUANDO quiser. Não se trata de ser homem ou mulher, roupa curta ou roupa "comportada" pois, o que vai definir meu respeito por você não é o seu sexo, sua vestimenta, seu gênero, sua cor...O que deve preceder a concepção de respeito tem a ver com a condição unica e exclusiva de sermos todos seres humanos habitando o mesmo espaço com os mesmos direitos.

Campanha: #Nãomereçoserestuprada

Estupro é crime hediondo e as penas estão previstas na Lei 12.015 de 2009. Estudo do Ipea revelou que 58,5% dos entrevistados concordam com a frase: "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".


sábado, 22 de março de 2014

Opinião Cárcere


Tá aí... Reabilitação, ressocialização do preso!
"Prisão na Noruega é comparada a hotel.
Sistema carcerário aposta na recuperação e ressocialização do preso ao invés da punição."

E como fazer para que os estados e principalmente os cidadãos brasileiros entendam que isso não significa ser a favor do crime?

A situação dos presídios brasileiros é degradante com contínuas ações violentas e desrespeito aos direitos e dignidade humana. É claro que há muitos presos e é preciso disciplina, mas disciplina não está relacionada ao desrespeito, descaso e violação dos direitos. O sistema punitivo que não ressocializa não vai diminuir os delitos, ao contrário disso, contribui para que esses indivíduos saiam desses locais como entraram ou muito piores, tornando-se reincidentes do sistema prisional. Esse sistema se torna um agravador com consequências sociais e efeitos colaterais negativos para toda a sociedade, pois quando o preso estiver em liberdade, somos nós quem vamos receber o resultado da perversidade a que foram treinados por anos e anos enquanto estiveram aprisionados.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/prisao-na-noruega-e-comparada-a-hotel.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Como faz para o Brasil inteiro ler?

"Ninguém é a favor de bandido. Ninguém mesmo. Muito menos os direitos humanos.

Você é que entendeu errado.

Por que alguém, em sã consciência, seria a favor de assaltos, homícidios, latrocínios e furtos? Você não deveria sair gritando palavras de ódio sem entender o argumento do qual discorda—a não ser que você se aceite como ignorante, isto é, que ignora parte dos fatos para manter-se na inércia do conforto.

Depois que este texto terminar, você pode continuar discordando, mas espero que desta vez com outros argumentos, argumentos fundamentados".

Leia o texto completo em: https://medium.com/opinioes-em-portugues/a7ba54318515



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Vicky Cristina Barcelona

Revendo esse filme maravilhoso que acho muito belo.

Pode parecer e é clichê, mas me identifico totalmente com a Cristina. Não sabe o que procura, só sabe o que não quer. Ela acha que tem muita sensibilidade, mas que não tem habilidades artísticas. Ela procura constantemente alguém que a inspire. Ela não gosta dos padrões impostos. Ela é espontânea, desprendida, insatisfeita. Amo nesse filme a ideia do triangulo que mantem o equilíbrio da relação. Acredito nisso. Acredito que uma só pessoa não nos completa. Como disse o poeta:
"Mas por mais rosas e lírios que me dês, 
Eu nunca acharei que a vida é bastante. 
Faltar-me-á sempre qualquer coisa, 
Sobrar-me-á sempre de que desejar, 
Como um palco deserto."


Lançamento: 14 de novembro de 2008 (1h36min)
Dirigido por: Woody Allen
Com      Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Javier Bardem mais
Gênero                Romance , Comédia , Drama
Nacionalidade   EUA

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Anjo

Novas experiências!

Anjo Barroco que me tem feito levitar!!!


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ketelyn

Não consigo parar de lembrar da cena e achar tão bela. Ao terminar de ler, ela tão pequenina consegue sentir e dizer tão doce e naturalmente: "Fiquei emocionada". E eu fiquei numa mistura de graça e também emoção.

Poesia dela:
A Ketelyn é uma flor
Que nos traz muito amor
É tão espevitada
E também muito danada
Ela é manhosa, dengosa e cheirosa

Tem cabelos enrolados
Que se espalham por todo o lado
Tem o corpo bem magrelo,
Mas o pé não cabe no chinelo

Ela é riso, choro, invenção,
Graça e diversão
Ela vive tagarelando
Pulando e brincando

Ela é mais que um presente
Que alegra toda gente.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Princesa 2



Eu gosto da sua orelha grande
Eu gosto do seu nariz esquisito
Eu gosto de como você é bonita de vez em quando
Eu gosto do seu cabelo comprido

Eu gosto quando eu falo que vou e você fala que não
Eu gosto quando eu insisto que sim e você vai também
Eu gosto do jeito que você gosta de mim
Eu gosto do jeito que gostam de você

Eu gosto do seu olhar grande
Eu gosto do seu sorriso pequeno
Eu gosto de como você é desproporcional ao extremo

Eu gosto do seu violão
Eu gosto até de você arrastando o pé no chão
Eu gosto da nossa parceria
Eu gosto da nossa alegria

Eu gosto dos risos
Eu gosto que em tudo você acha graça
Eu gosto de como eu aprendo
Eu gosto de como eu te ensino

Eu gosto da sua mão na minha nuca
Eu gosto dos beijos
Eu gosto dos abraços

Eu gosto do doce de novembro
Eu gosto também da sua trança
Eu gosto de como somos iguais
Eu gosto de como não temos semelhança

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cartola - Preciso me encontrar

"Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer e quero viver...

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar."


sábado, 30 de novembro de 2013

Terra Fria

"A partir do dia 1° de dezembro, as bibliotecas públicas Roberto Santos, Viriato Corrêa, Monteiro Lobato, Cora Coralina e Pedro Nava fazem parte da grade do evento “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher”. A programação promove leituras e exibição de filmes visando estimular um compromisso social ainda maior por parte da sociedade e de órgãos públicos com relação a essa problemática."


Chorei demais em várias cenas. A cena em que seu pai pega o microfone e a defende em frente de toda a plateia masculina. Cena em que ela fala com seu filho sobre o abuso que sofreu do professor na adolescência.


Curiosidade:
"O filme é baseado no caso Lois E. Jenson versus Eveleth Taconite Co., relatado no livro Class Action (sem título no Brasil). A personagem Josey Aimes (Charlize Theron) é baseada na americana Lois Jenson, que começou a trabalhar na mina em 1975 e sofreu assédio sexual durante 13 anos até apresentar a primeira queixa na justiça."




Ano: 2006
Dirigido por: Niki Caro
Com      Charlize Theron, Frances McDormand, Sissy Spacek mais
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Vozes Dissonantes

Aí, Denise Stoklos.
Outro caso de amor.
Como amo ver você no palco. Me traz alegria, me faz pensar, me faz sentir viva.

QUE SEMPRE TENHAM ECO AS VOZES DISSONANTES !

"Se pudéssemos compartilhar as riquezas que são nossas. Se pudéssemos compartilhar o mundo."
"Essa riqueza de que somos donos, só chega até nosso conhecimento quando tá banalizada, trivializada..."
"...Eles, não satisfeitos, devoram os pobres dessa terra. Devoram os braços dos pobres que servem à terra. Dia-a-dia"
..."Antropofagia aceita..."

Gostei da cena em que Pedro Alvares Cabral está "descobrindo" o Brasil e em conversa, alguém pergunta pra ele:

"... Cabral, levou a cruz? Não?? Como assim, não levou o logotipo da empresa?"

"...Injustiça social. E a justiça que sabe de tudo, não faz muito pra mudar nada..."

"...Somos divididos em 3 classes: Os que ganham muito, os que ganham nada e os que estão devendo..."

"Enquanto divulgo ideias de liberdade, as revistas divulgam ideias dos ídolos... Temos que estimular novos hábitos..."

"Continuamente levamos tiros nas nossas esperanças e amor..."
"...Me comovo todos os dias com meu povo que levanta pra trabalhar. Toma seu banho e sai, tem que sair pra receber aquilo que não lhe paga a esperança. E sai pra ouvir e ver publicações  sobre gente que faz sucesso, tem automóvel e é feliz."
"...Me comovo com meu povo que vai dormir sem mãe, sem beijo e sem livro...Me comovo com meu povo que tem medo de enchente, de ficar sem dinheiro..."

domingo, 17 de novembro de 2013

Blue Jasmine

Gosto muito de como os filmes do Woody Allen começam.
Um jeito todo particular, sempre com uma trilha de jazz. Já fico com uma sensação boa, logo de cara.

Achei o filme bom.
Excelente mesmo foi a atriz Cate Blanchett. Faz ótimas cenas em que demonstra toda a crise financeira e psicológica que está passando.
Momentos que ela fala sozinha contando sobre as coisas que aconteceram, momentos em que algum comentário a faz lembrar sobre o seu trauma. As cenas que ela bebe, fica paralisada, fala sozinha...Perfeitas! Faz entrar na angustia da personagem.


Direção: Woody Allen
Gênero: Drama
EUA
Ano: 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Amor


Cheguei com antecedência ao instituto, então, me sentei em um banco próximo de uma árvore para ler um pouco. A medida que ia virando as páginas, percebi que tinha uma formiga na minha mão. Tirei a formiga e continuei a leitura. Logo, outra formiga. Olhei minha mão com mais atenção, e mais algumas formigas. Imediatamente me levantei me debatendo e coçando, pois, tenho certa agonia desse bichinho pequeno que me faz ficar com o corpo inteiro arrepiado e incomodado. Então, fui para a sala. Já sentada, na espera do inicio do filme e ainda com coceiras pelo corpo inteiro, percebi uma movimentação no meu rosto, próximo ao meu cabelo. Puta! Outra formiga. Peguei subitamente, como que num reflexo da aflição de sentir aquele inseto passeando em mim. Então, esmaguei pegando-a pelo indicador e o polegar. Me levantei morrendo de vergonha. Já pensou as pessoas vendo formigas descerem pela minha cabeça? Fui ao banheiro. Me debati inteira. Me olhei no espero. Baguncei meus cabelos. Pulei para que elas caíssem ali mesmo. Voltei e me sentei de novo sem sossego. E logo, passado alguns minutos: outra danada novamente desce da minha cabeça em direção ao meu rosto. Esmaguei a formiga. Fiquei desolada. Poxa! Eu tinha ficado tão pouco tempo sentada no banco, como que elas conseguiram entrar até nos meus cabelos? 
As coceiras e incômodos perduraram até eu ir embora. Mas não senti mais nenhuma formiga descendo da minha cabeça.

Enfim, sobre o debate
Eu  Já tinha assistido a esse filme, mas quis ir à USP para conferir a discussão sobre a morte.
Como todo debate nos faz pensar pontos que não tínhamos percebido antes.

O homem ser cuidador da mulher. É uma questão importante, pois, rompe com a visão de que só a mulher é a cuidadora.
A água corrente da torneira. Sempre a torneira fica aberta com a água sendo esbanjada. Não é como se ali fosse simbolicamente a vida? Fluindo...Correndo... Indo embora.
Outro momento, em que o pombo é pego. Ele cobre o pombo com uma manta. Agarra o pombo, acaricia. Depois, escreve que enfim conseguiu pegar o pombo, mas que no final o deixou ir embora. Isso acontece quando ele já tinha sufocado a mulher dele. Então, não parece que pegar o pombo representa que ele pegou a vida. Como ele estava fazendo ao cuidar da mulher dele. Tentando capturar a vida dela. Deixá-la viva. Mas no fim, ele deixou o pombo ir embora, assim, como também deixou sua mulher ir.
Momento em que ele conta a história que foi para uma espécie de acampamento e a sua mãe diz pra ele mandar cartões postais com estrelas, caso o acampamento não estivesse bom e quisesse ir embora dali. Ele contou que fez um cartão postal cheio de estrelas e mandou para a mãe. Ele comenta que nunca mais viu esse cartão e quem dera encontrar de novo. Como se esse cartão pudesse falar sobre a situação em que ele ou ela estava e queria sair. Em seguida, ele sufoca Anne. Assim, como a sua mãe também o libertou do acampamento, depois, de ter recebido o cartão, ao sufocá-la ele se liberta e liberta Anne da situação angustiante e sofrida que estava.
Talvez a forma que ele a matou sirva até para nos propor uma experiência sensorial desse lado brutal que é a morte.

2013
Dirigido por Michael Haneke
Com: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert mais
Gênero: Drama
Nacionalidade: França , Alemanha , Áustria